Consultoria Especializada em Terapia IntensivaAvaliação completa de 31 indicadores em 5 dimensões, baseada no Roteiro Objetivo de Inspeção da ANVISA (RDC 07/2010).
Média Geral
Indicadores
31avaliados
Dimensões
5analisadas
Comparativo de desempenho entre as dimensões avaliadas, com destaque para as áreas que mais necessitam de intervenção.
Estrutura
Recursos Humanos
Processos Assistenciais
Segurança do Paciente
Gestão e Indicadores
58% dos indicadores foram classificados como críticos ou insuficientes (notas 0, 1 e 2)
8 indicadores críticos
Notas 0 e 1 — requerem ação imediata
10 indicadores insuficientes
Nota 2 — necessitam melhorias
8 indicadores parciais
Nota 3 — conformidade parcial
5 indicadores adequados/plenos
Notas 4 e 5 — pontos fortes
Dimensão 1 de 5
A dimensão de Estrutura apresenta performance insuficiente, com problemas críticos relacionados à manutenção e armazenamento que impactam diretamente a segurança e a qualidade da assistência.
Medicamentos e Produtos
Boa organização e controle farmacêutico na unidade.
Manutenção da Estrutura Física
Ausência completa de registro de manutenção predial.
Armazenamento de Materiais Esterilizados
Falhas no armazenamento comprometem a segurança do paciente.
Criar e implementar um plano de manutenção predial, com checklists e cronogramas para inspeções regulares.
Realizar auditoria conjunta com a CME para redesenhar o processo de armazenamento de materiais esterilizados.
Realizar inventário completo e plano de manutenção para todos os equipamentos.
Dimensão 2 de 5
Dimensão com o melhor desempenho (Parcial), com destaque para a Capacitação Profissional (nota máxima). Porém, existem pontos críticos na coordenação e dimensionamento.
Capacitação Profissional
Único indicador com nota máxima. Programa de capacitação robusto.
Responsável Técnico (RT)
Presença de RT qualificado e atuante.
Coordenadores
Ausência de lideranças técnicas formalmente designadas.
Dimensionamento da Equipe
Subdimensionamento impacta na sobrecarga e risco de erros.
Regularizar a situação das coordenações de enfermagem e fisioterapia com designação formal.
Apresentar à diretoria estudo técnico sobre adequação do quadro de profissionais.
Dimensão 3 de 5
Embora com a segunda melhor média, ainda se classifica como insuficiente. Há inconsistência na padronização e execução dos processos de cuidado.
Limpeza e Desinfecção das Superfícies
Bom processo de higienização ambiental.
Padronização de Normas e Rotinas
Ausência de normas técnicas padronizadas e atualizadas.
Prontuário do Paciente
Registros incompletos ou inadequados comprometem a continuidade do cuidado.
Estabelecer comitê para desenvolver/atualizar os 5 principais POPs da UTI.
Implementar auditorias periódicas de prontuários.
Reforçar adesão aos 5 momentos de higienização das mãos.
Dimensão 4 de 5
Segunda dimensão mais frágil, com falhas graves em processos essenciais para prevenção de danos. A cultura de segurança está claramente deficiente.
Vigilância e Notificação de Eventos Adversos
Processo adequado para vigilância e notificação de eventos.
Gerenciamento de Riscos
Não há gerenciamento de riscos proativo.
Controle de IRAS
Processos de prevenção e controle ausentes ou desatualizados.
Revisar e reimplantar protocolos de prevenção de IRAS (bundles PAV, IPCSL, ITU-AC).
Desenvolver e implementar Plano de Gerenciamento de Riscos da UTI.
Fortalecer protocolos de prevenção de quedas e lesão por pressão.
Dimensão 5 de 5
Dimensão MAIS CRÍTICA do diagnóstico. A ausência de monitoramento e avaliação compromete a capacidade de tomar decisões baseadas em dados.
Índice de Gravidade dos Pacientes
Não utiliza índice de gravidade (APACHE II, SOFA, etc.).
Avaliação Global da UTI - Indicadores
Monitoramento de indicadores inadequado ou incompleto.
Definir e implementar score de gravidade padrão (ex: SOFA) para todos os pacientes.
Criar comitê de qualidade e indicadores na UTI.
Ações estratégicas organizadas por nível de prioridade para reverter o cenário atual.
Implementar o score SOFA para todos os pacientes na admissão.
Criar e executar um plano de manutenção predial preventiva.
Revisar e auditar a adesão aos bundles de prevenção de infecção.
Designar formalmente coordenadores qualificados para Enfermagem e Fisioterapia.
Desenvolver e treinar a equipe nos 5 principais POPs da UTI.
Desenvolver o Plano de Gerenciamento de Riscos da unidade.
Redesenhar o fluxo de armazenamento em parceria com a CME.
Realizar estudo técnico de dimensionamento de pessoal.
Implementar auditorias periódicas de qualidade dos registros.
O diagnóstico situacional revela que a UTI Adulto opera em um nível de conformidade insuficiente (Média Geral 2.29), com fragilidades críticas nas dimensões de Gestão e Indicadores, Segurança do Paciente e Estrutura.
Por outro lado, a unidade possui um ponto forte de grande valor em Capacitação Profissional (nota 5), o que pode e deve ser alavancado para a implementação das melhorias necessárias.
5
Ações de Alta Prioridade
3
Ações de Média Prioridade
5
Dimensões Avaliadas